Da antropofagia Tupinambá à gambiarra: processos de incorporação

Maria Lopes

Resumo


O presente trabalho reflete sobre a gambiarra enquanto prática cultural, enquadrada também como marginal. A noção de gambiarra utilizada se acerca da proposta feita pelo crítico de arte Moacir dos Anjos, e é articulada aos conceitos de mestiçagem e incorporação. A gambiarra é também compreendida de acordo com o uso corriqueiro da palavra - os inúmeros improvisos no dia-a-dia -, que envolve objetos e materiais deslocados/transformados de seus usos e funções originais; remete tanto à atitude quanto à coisa improvisada. A noção de mestiçagem segue a visão de Amálio Pinheiro, que aponta para os elementos da cultura que coexistem enquanto mescla. Para compreendê-la, utiliza-se a definição de incorporação elaborada por Viveiros de Castro a partir dos rituais antropofágicos dos Tupinambás no século XVI, bem como a noção de antropofagia de Oswald de Andrade. A partir desse aparato teórico são tecidas relações que se voltam às tendências aglutinantes presentes na gambiarra.


Palavras-chave


Incorporação; Mestiçagem; Gambiarra; Antropofagia; Cultura

Texto completo:

PDF

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Preservado em:   

Indexado em: